A falta que um abraço faz

Em 22 de maio comemora-se o Dia do Abraço e, pela segunda vez seguida, não podemos celebrar a data como gostaríamos. As autoridades médicas recomendam isolamento social e proíbem contato físico a fim de evitar o contágio do vírus. Nós, da Rede Adventista, sentimos um aperto no coração e lamentamos profundamente, porque há mais de um ano não conseguimos abraçar nossos alunos.

Fora do contexto pandêmico, o abraço faz bem à saúde. O ato de abraçar previne doenças cardíacas, reduz o estresse, controla a ansiedade, colabora com o sistema imunológico, melhora a oxigenação sanguínea, libera oxitocina e promove a sensação de bem-estar.

Temos certeza que você já experimentou esses benefícios na prática. Afinal, todos nós já enfrentamos um dia estressante e, após tanto esgotamento emocional, nos derramamos nos braços de alguém. Quem nunca? Ao abraçarmos e sermos abraçados, imediatamente sentimos aconchego, segurança e paz.

É exatamente por isso que existe uma prática terapêutica voltada para o ato de abraçar. Especialistas acreditam que o abraço funciona como uma forma de expressão do corpo e, portanto, ajuda na lida e no acolhimento de nossas emoções. Além disso, ele permite que nos conectemos uns com os outros.

A Rede Adventista sempre acreditou no afeto como ferramenta aliada à educação e, por esse motivo, nunca duvidamos das propriedades do abraço em nosso cotidiano. Ao abraçar um aluno, a professora se conecta com ele e o acolhe. 

 

 

Novas formas de abraçar

Entretanto, os abraços e todas as demais formas de contato físico estão suspensos por tempo indeterminado. No máximo, cumprimentamos com aquele toque entre os cotovelos ou com o soquinho entre as mãos. Para as unidades da rede localizadas em cidades que seguem no ensino remoto, nem mesmo esses breves cumprimentos são possíveis. Nos contentamos com um aceno do outro lado da tela.

Diante desse contexto, tivemos que descobrir novas formas de abraçar a fim de acolher nossos alunos. A pandemia tirou muita coisa de nossas vidas, mas não permitimos que ela nos roube o afeto. Veja só como estamos trabalhando nestes tempos:

1- Comunicação 

Para nós, a escuta tem funcionado como um método potente de acolhimento. Os alunos não têm nossos braços, mas têm nossos ouvidos para que suas dúvidas, suas descobertas, suas opiniões e até mesmo seus desabafos sejam escutados. Tanto os professores quanto os demais colaboradores estão engajados e dispostos a ouvir os estudantes e suas famílias. Investimos na comunicação mais do que nunca.

2- Acompanhamento 

Além dos nossos ouvidos, eles podem contar também com nossos olhos. Estamos olhando e acompanhando o desenvolvimento de cada um deles, ainda que seja a distância. As nossas palavras são sempre de ensino e incentivo, porque estamos comprometidos com a continuidade da educação.

Ensino e afeto 

Dessa forma a Rede Adventista mantém seu diferencial mesmo em dias anormais e difíceis como estes que vivemos. Ir além do ensino requer conhecimento, pedagogia e afeto. Dia após dia, damos o nosso melhor para que nossos alunos se sintam abraçados e acolhidos.

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