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Estudantes do Colégio Adventista Asa Sul, em Brasília (DF), produzem picolés para custear projeto de voluntariado

Grupo ainda aprendeu habilidades em outras áreas para arrecadar capital e realizar iniciativa em aldeia indígena no Tocantins.

Por Jenny Vieira

Alunos do ensino médio do Colégio Adventista Asa Sul, em Brasília (DF), estão participando, desde maio, de oficinas gratuitas para aprender a fazer picolés, design gráfico, sublimação em canecas e camisetas, além de outras atividades. A ideia é capacitá-los em áreas específicas para que possam arrecadar dinheiro para a agência de voluntariado que funciona na unidade escolar. O objetivo é visitar aldeia Porteira, que fica em Tocantinia, no Tocantis, e abriga índios Xerentes.

A produção de picolés foi orientada por uma nutricionista e já à venda em frente ao Colégio. Uma das propostas do projeto é ensinar lições de honestidade pra quem vai adquirir o produto, já que, ao lado do freezer, fica um recipiente para o depósito de R$ 2,00, sem ninguém recebendo o dinheiro.

“No começo as pessoas se assustam por não ter ninguém cobrando, mas depois elas percebem que é uma forma de exercerem a honestidade. Acho que cada um ‘coloca a mão na própria consciência’ e decide se quer ser honesto ou não. Até agora, as pessoas têm nos surpreendido. Elas não só colocam os dois reais, como aumentam a dose e pagam valores mais altos por saberem que o dinheiro será usado em uma missão”, conta Lohan Lima, 17, um dos alunos à frente da iniciativa.

Cada estudante fica responsável por uma etapa da produção dos picolés (Foto: Divulgação)

Marcia de Araújo é mãe de um aluno do 7º ano e se surpreendeu com a ação quando foi deixar seu filho na instituição. “Vi o freezer e gostei muito da iniciativa. Fiz questionamentos sobre o que se tratava e amei mais ainda quando fiquei sabendo que os alunos do 3º ano [é] que faziam o produto e que pretendem participar de uma missão com o valor arrecadado”, ressalta. “Acredito, com certeza, que projetos de voluntariado sempre ensinarão boas ações, gestos mais humanos e amorosos. O poder de dividir, cuidar e fazer acontecer com o outro é imenso no coração de uma criança, de um jovem”, completa.

Até o momento, mais de mil reais já foram arrecadados apenas com a venda dos picolés, cobrindo a despesa com a produção para iniciar as arrecadações para o projeto.

Currículo escolar diferenciado

Ao todo, 23 estudantes decidiram fazer parte da agência de voluntariado e participarão da primeira ação solidária no final deste mês com alunos de outras escolas da Rede de Educação Adventista. “Com as ações de voluntariado, nós acabamos trabalhando também o protagonismo desses adolescentes e a responsabilidade social. São valores que queremos estimular em nossos alunos”, pontua o professor Edimar Junior, diretor do Colégio. Ele ainda ressalta que outras ações sociais já estão sendo planejadas pela agência, tanto para a cidade Brasília quanto para outros locais.


Aluno exibe camiseta com sublimação produzida durante oficina em que aprendem sobre outras áreas para ajudar na arrecadação de donativos. (Foto: Divulgação)

Na aldeia, os adolescentes poderão ajudar de inúmeras formas. A coleta de lixo e a conscientização da população indígena sobre hábitos de higiene e preservação ambiental é apenas uma das ações. Outra estratégia será promover atividades recreativas e esportivas para auxiliar no desenvolvimento das crianças no período em que elas estarão de férias. Profissionais de saúde também estarão presentes para orientação e atendimento na aldeia.

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