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As sombras da história não podem apagar o brilho da mulher

No Dia Internacional da Mulher, a Educação Adventista quer lembrar que, mesmo sendo muitas vezes deixadas às sombras, elas sempre brilharam ao longo dos milênios.

 

Por Thiago Basílio

 

Mulheres guerreiras que mudaram o mundo em diferentes campos de atuação. Para reconhecer algumas dessas incontáveis narrativas, selecionamos quatro nomes que participaram de momentos inesquecíveis, mas que não desfrutaram plenamente dos “louros” dos seus grandes e revolucionários feitos.

 

 

 

Sua vida ficou mais conhecida após a produção do filme “Estrelas Além do Tempo” (2017). Possuía uma habilidade ímpar em calcular rotas complexas para missões espaciais da Nasa, a agência espacial americana. Sua atuação era tão notória e indispensável que o astronauta John Glenn condicionava a apuração de Ketherine para assegurar a plena eficácia dos projetos. “Se ela afirmou que os números estão certos, estou pronto para ir”, disse Glenn antes de pegar seu voo para o espaço com o destino a se tornar o primeiro norte-americano a dar voltas na órbita da Terra, em 1962.

A missão Freedom 7 dependia de trajetos precisos e ninguém confiou no sucesso da operação a partir dos resultados de computadores digitais. Foi então que Katherine, uma afro-americana de 44 anos, confirmou todas os cálculos feitos à mão, tornando o projeto um marco histórico para a humanidade. Pouco depois, em 1969, ajudou a traçar a rota da missão Apollo 11, uma atuação essencial que levou o homem à lua e colocou os EUA à frente da URSS na corrida espacial. Em 2016 a física foi incluída na lista das 100 mulheres mais inspiradoras e influentes do mundo (Rede britânica BBC).

 

Assista abaixo ao vídeo em homenagem a essas mulheres que mudaram a história:

 

 

 

 

Após muitas instabilidades, e desistências de carreiras e empregos, a jovem Amelia teve a oportunidade de fazer o seu primeiro voo em um passeio com o pai a um pequeno aeroporto em Long Beach, na Califórnia. Naquele momento, soube que era aquilo que queria para sua vida. E não deu outra.

Os anos se passaram e ela colecionou feitos históricos na aviação: primeira voadora a alcançar a altitude de 4.300 m (1923); primeira mulher a atravessar a América do Norte em voo de ida e volta (1928); e a sua maior vitória, que a colocou como a primeira aviadora a atravessar o Oceano Atlântico em voo solo (em 1932, a bordo de um Lockheed Vega 5B).

Amelia virou uma pop star estrelando comerciais de produtos diversos, renda que financiava suas aventuras aéreas. Morreu em 1937, quando seu avião desapareceu, após deixar Papua Nova Guiné durante uma tentativa de cruzar o planeta. Até hoje seus ossos não foram encontrados, mas o seu legado para aviação é duradouro e incalculável.

 

 

 

Ninguém nunca imaginou o quão revolucionário poderia ser o ato de se recusar a levantar-se de um assento de ônibus. Mas foi exatamente isso que ocorreu na luta contra a segregação racial nos Estados Unidos. Em 1955 uma costureira saiu do trabalho, tomou o ônibus e se assentou no lugar reservado a “pessoas de cor”. Mas o coletivo lotou pouco depois, e a lei do Estado do Alabama determinava que, nesses casos, o passageiro negro deveria ceder o seu lugar a um branco.

Rosa se recusou a levantar e, por isso, foi presa. Tal punição gerou um boicote da população negra da cidade ao transporte público (que foi entrando em colapso, pois não se sustentava) e, pouco depois, o pastor Martin Luther King chegou à cidade de Montgomery para liderar grandes manifestações contra a prisão de Rosa. Após cerca de um ano, a lei dos assentos de ônibus foi revogada pela Suprema Corte dos EUA. Tudo isso por causa da coragem, resistência e protesto de uma mulher guerreira.

 

 

 

Criada em uma família de judeus, Rosalind sempre foi muito bem-sucedida na escola, mesmo com muita resistência do seu pai, adentrou à universidade, de onde saiu doutora. Sua dedicação fez com que a cientista canalizasse seus esforços para estudar o DNA humano. A apuração de sua pesquisa, qualidade de estudo e curiosidade fizeram com que alcançasse um feito histórico: capturar uma foto, atestando que a estrutura do DNA é formada por dupla hélice.

Evidentemente que os estudos de química, biologia e ciências médicas em geral foram diretamente afetados por tal descoberta. Mas ela não recebeu o merecido reconhecimento. Rosalind faleceu em 1958, em decorrência do agravamento de um câncer no ovário. Quatro anos depois, James Watson, Francis Crick e Maurice Wilkins ganharam o Nobel de Medicina pelo importante estudo que a cientista britânica havia desempenhado papel fundamental. As pesquisas de Rosalind também serviram de base para melhor compreensão do RNA, do carvão, do grafite e dos vírus.

 

Essas são histórias de mulheres guerreiras, inspiradoras e determinadas. O mundo como conhecemos hoje só existe pois mulheres fortes e batalhadoras ajudaram a construí-lo. Sob a luz dessas histórias, sempre foram sombras. Mas, agora, é tempo delas brilharem!

 

 

Fontes: Super Interessante e El País.

 

 

 

 

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