Topo

Um Pelicano pra lá de velho: descrição de um passado distante?

Uma das coisas que sempre faço pela manhã é ler as notícias dos principais jornais na área de ciência e tecnologia, algo que julgo o mínimo para quem se pretende trabalhar na área. Foi numa dessas leituras que percebi algo que entendo, fantástico.

A leitura em si é grande e para muitos que não gostam da área até enfadonha. É o jornal de ornitologia (ciência que estuda os pássaros) e versava sobre pelicanos.

Mas não eram pelicanos comuns, eram pelicanos de, pelo menos segundo os evolucionistas, 30 milhões de anos atrás. Conforme os estudos, descobriu-se um fóssil de bico de pelicano que é muito parecido (nas fotos julgo ser igual) aos bicos dos pelicanos atuais. Então a pergunta permanece a mesma: “Durante 30 milhões de anos não houve nenhuma mudança significativa nesses seres? ”

Esse questionamento ficou tão evidente que a própria Folha de São Paulo, em matéria na Internet, chamou a atenção pelo título: “Fóssil de pelicano apresenta enigma evolutivo”.

O bico quase completo foi encontrado no sudoeste da França, o que tornou a cidadezinha onde foi feito o achado muito visitada. Para que se tenha uma ideia das similaridades entre o achado fóssil e os bicos modernos, o achado chegou a ser classificado no gênero Pelecanus, segundo Antoine Louchart, da Universidade de Lyon, na França, por se parecer e muito com um tipo das sete espécies modernas.

Os bicos de pelicanos são os mais longos entre os pássaros existentes e possuem características próprias, além de um formato característico. Embaixo dele há uma bolsa que existe para armazenar peixes, em pleno voo, eliminando o excesso de água antes de engolir o alimento. Como as aves de modo geral, o pelicano é raramente encontrado em estado fóssil, o que mostra a grandeza do achado. Consequentemente, se sabe pouco sobre sua evolução.

Essa ausência de registros fósseis para aves, não possui uma explicação evolutiva clara. Entendo que o modelo criacionista pode explicá-lo. As aves, durante o dilúvio conseguiram fugir, evitando sua fossilização, morrendo em camadas mais superiores, sendo portanto, decompostas.

O pesquisador Louchart, trabalhando com os materiais descobertos e etiquetados na década de 80, de seu colega Nicolas Tourment, pôde reconhecer o fóssil que estava recoberto por uma fina camada de calcário. Ao fazer a observação do fóssil, que inclui grande parte dos ossos do bico, crânio e pescoço, o cientista percebeu a grande semelhança com o pelicano branco (pelecanus onocrotalus).

Essa falta de modificações evolutivas no caso do pelicano levou alguns cientistas a especularem que provavelmente, o bico dessa espécie atingiu um pico evolutivo seja para o voo ou para a alimentação, não precisando de “ajustes” ao longo do tempo.

“O bico do pelicano é uma adaptação muito boa porque permaneceu quase a mesma durante um longo período de tempo”, disse Rebecca Kimball, da Universidade da Flórida. Há dois anos, Kimball publicou um estudo na revista Science em que mostra que pelicanos são geneticamente próximos a parentes de outras aves, um sinal de evolução lenta.

Louchart acredita que outros fatores devem ser levados em conta nessa explicação pois ela é muito cômoda. Essa descoberta coloca os pelicanos e todas as aves muito atrás na linha do tempo evolutivo, tornando ainda mais confusa a dita “árvore da evolução”.

O que se pode perceber, por mais que muitos “teimosos” tentem, é que o modelo evolutivo tem de sofrer diversos ajustes a cada nova descoberta. Não bastasse a ausência de evidências, cada vez mais estórias precisam ser inventadas para mascarar a verdade que, a meu ver é simples: Não houve macroevolução e sim, modificações pequenas na espécie, algo que a Bíblia já previa.

O que se pede é o mínimo, creio, num ambiente como esse, sinceridade acadêmica de pelo menos, dar crédito a hipótese criacionista que torna válido entender o achado. Bom, mas isso já é outra história.

É querer muito, não?

E então, você já leu sua Bíblia hoje?

Até a próxima.

 

 

Imagem: Daniel / Fotolia
Compartilhar
Márcio Fraiberg Machado

Autor de Biologia do Sistema Inter@tivo de Ensino. Graduado em História pela UFSC – Florianópolis – SC. Graduado em Ciências Biológicas pela Unoeste – Presidente Prudente – SP. Especialista em Biotecnologia pela Ufla – Lavras – MG. Mestre em Educação em Ciências e Matemática pela PUC – Porto Alegre – RS. Doutor em Educação pela PUC – Porto Alegre – RS.

Sem comentários
Adicionar comentário
Name*
Email*
Website