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Rastro no céu: Cometas e profecias

Em nosso artigo anterior (Pedras do céu), analisamos os asteroides que Josué viu cair desde o vale de Bete-Horom até Azeca (Josué 10:11). Chegamos a analisar a história da Terra vista por um dos grandes cometas, o Hale-Bop. Mas isso acaba aqui? Temos algo a acrescentar sobre o tema?

É importante lembrar que, toda vez que um cometa passa próximo a Terra, ele libera pedaços de pedra e poeira, que ficam no espaço. Somente quando a Terra der seu giro ao redor do sol, é que, naquele ponto, esses pedriscos e essa poeira, entrarão em nossa atmosfera, causando as vezes um fenômeno de rara beleza, no qual muitos nesse instante, veem discos voadores, seres mitológicos, dentre muitos outros ditos, “fenômenos”. Mas isso, creio, o leitor deduzirá por si próprio.

Muitos perguntam que grande meteoro seria esse a, possivelmente, se chocar com a Terra? Talvez, isso nos traga à memória (e é de propósito) o fato de termos sido pegos de surpresa com a recente notícia que um meteoro, o 1997 XF11, poderia se chocar com a Terra, no dia 26 de outubro de 2028, exterminando assim, com a vida, numa que seria, uma calma tarde de primavera.

Poderia ser esse o fim do mundo? Existiriam evidências desses choques ainda hoje? Quando o cometa Shoemaker-Levy trombou com júpiter em 17 de julho de 1994, um enorme pedaço de rocha do tamanho do monte Everest com uma energia de 10.000 vezes o arsenal nuclear da Terra, todos começaram a repensar algo que não parecia tão lógico: o tamanho, o choque e a distância dessas grandes pedras.

Bom, como já é de costume, vamos viajar nos dados que já temos disponíveis. Júpiter está situado a 628 milhões de quilômetros da Terra. Muito? Para quem está acostumado às distâncias na escala terrestre, pode parecer. Mas, não é. Na escala astronômica, em que as distâncias se contam em bilhões e trilhões de quilômetros, ela é mínima.

Numa comparação relativa, pode-se dizer que, no sistema solar, Terra e Júpiter estão separados um do outro por uma distância equivalente ao percurso entre as cidades de Curitiba e São Paulo no mapa do Brasil. Numa escala mais ampla, galáctica, estão tão juntos como dois jogadores de futebol, em comparação com todo o resto dos habitantes de um país. Há sempre uma bola batendo em alguém, dentro ou fora do campo. E, desta vez, bateu em Júpiter. Para se ter uma ideia, as distâncias no sistema solar são:.

Sol – Mercúrio (58 milhões de quilômetros a partir do Sol).

Sol – Vênus (108 milhões de quilômetros a partir do Sol).

Sol – Terra (150 milhões de quilômetros a partir do Sol).

Sol – Marte (228 milhões de quilômetros a partir do Sol).

Sol – Júpiter (778 milhões de quilômetros a partir do Sol).

Sol – Saturno (1427 milhões de quilômetros a partir do Sol).

Mas, essas distâncias mudam alguma coisa?

Isto torna-se evidente quando levamos em conta alguns “arranhões”, como por exemplo, no dia 22 de março de 1989, às 23h, horário de Brasília, o asteroide Asclepius, uma montanha de rocha e metal, passou a 690 mil km do nosso planeta. Parece muito, mas para um asteroide, que se desloca a 170 mil km/h, não é. Se Asclepius tivesse passado 6h30 mais cedo, às 16h30, nosso mundo teria acabado numa tarde de verão.

Em 1996, o asteroide Jai passou ainda mais perto, a 450 mil Km de distância. Mas o recorde foi batido em 1994, quando o Asteroide XM1 errou a Terra por uma hora e 105 mil Km. O XM1 era pequeno, mas tinha energia cinética suficiente para produzir uma explosão de mil megatons (a maior bomba nuclear já detonada só tinha 25 megatons).

O assunto só se tornou público quando o cometa Shoemaker-Levy 9 colidiu com o planeta Júpiter no dia 17 de julho de 1994, abrindo um orifício maior do que o diâmetro da Terra nas camadas gasosas do planeta gigante. Isso realmente chamou nossa atenção.

Talvez tenha ficado uma pergunta em sua mente: Há uma necessidade de se saber ciência? O cristão necessita disso? Sim, e não. O apóstolo Paulo recomenda que provássemos de tudo e retesemos o que fosse bom. Nesse sentido, SIM, somos chamados a dar explicações de nossa fé às pessoas ao nosso redor, e mais importante ainda, explicações para nós mesmos.

Em toda a história da Terra, o homem tem o desejo de entender o que está fazendo aqui; de onde veio e para onde vai – isso nos inquieta. Com esse fim, foram estabelecidas várias formas de pensar para explicar as origens, que no fundo, se dividem em somente duas grandes correntes – o chamado criacionismo e o chamado evolucionismo.

E NÃO, no sentido de que um cristão fiel, pode viver tranquilamente e ser salvo, sem que questões como esta lhe prejudiquem a salvação. Mas também não poderá ajudar a outros a se convencerem de que Deus deixou pegadas na natureza para ser seguidas.

Acredito que este tema está mais ligado com as inquietações humanas, algo dentro de nós que precisa ser respondido e, principalmente, as evidências que nos levam a crer que realmente, Deus é o criador.

A diferença está na forma de entender a origem de tudo e os processos em andamento no mundo atual. Muitas são as teorias, credos e filosofias que tentam explicar a origem do universo e do homem. A busca de significado para a vida, sem dúvida, é um dos mais profundos anseios humanos e, na busca deste significado, devemos considerar o problema das origens num contexto também permeado pela preocupação com a natureza da realidade última e com o destino dos seres e das coisas. Ressalto, entretanto, que ambos, Criacionismo e Evolucionismo, são preocupações científicas, quase teorias, e portanto, não demonstráveis cientificamente. Afinal, em ciência, se um fenômeno não se repete ele não pode ser confirmado.

Tanto a evolução quanto a criação, como qualquer outra teoria científica podem inicialmente ser divulgadas por razões estéticas ou metafísicas, mas o teste real é verificar se ela é capaz de fazer previsões que empatem com as observações.

Então, podemos dizer que nem criação nem evolução são teorias, pois nenhum dos dois, um Deus criador ou mesmo outro, obra do acaso com milhões de anos podem ser confirmados. Se não são confirmados, não são ciência, são modelos explicativos, uma forma de explicarmos, sem provar nada, que algo poderia ser assim. Necessita-se então de fé, tanto para um como para outro. Mas isso não é novo.

Os seres humanos sempre querem explicar tudo, quando não conseguimos explicar as coisas damos a elas o nome de fenômeno. Prático não! Mas as ideias criacionistas aparecem em todas as culturas. Nelas, há sempre um deus, ou deuses criando tudo ao nosso redor. Talvez uma versão própria do relato que os pós-diluvianos tinham, quando da separação em Babel. Mas o enfoque principal foi no século XIX, com o chamado racionalismo e o materialismo histórico, que acabou por implantar uma nova ordem social. As pessoas estavam saturadas do tradicionalismo religioso, e das fogueiras da inquisição. Queriam pensar por si só, e se livrar do jugo da Igreja, daí uma libertação desse modo de pensar.

Agora só lhes interessavam novidades, não importando para muitos o fundamento das novidades. Assim o pensamento evolucionista acabou se infiltrando nas demais ciências, que viam nessa forma de pensar, algo diferente da religião e do conformismo.

E, naquele momento, começou a ser difundido amplamente nas escolas e nos meios de comunicação. E o que é pior, uma ideia muitas vezes repetida acaba virando uma verdade.

Bom, mas qual é o problema dessas chamadas teorias? Não são semelhantes já que tentam explicar as origens? Hoje, o maior problema entre cientistas e religiosos é que ambos desconhecem o terreno do um do outro. Há muita ignorância científica por parte do religioso, por outro lado, muita ignorância religiosa por parte dos cientistas. Ou sejam, brigam sem saber o que cada um defende.

É necessário compreendermos que tanto evolução quanto criação não possuem provas absolutas daquilo que pregam, por isso são modelos explicativos. Elas possuem singularidades, pois o criacionismo crê que o originador da vida foi Deus, talvez até com um possível Big Bang, por que não? Já a evolução, crê num período remotíssimo (15 bilhões de anos) desde a sua explosão até agora.

Ambas aceitam a formação a partir de elementos inorgânicos, sem vida, pois Deus criou do barro, e os primeiros seres estavam na chamada sopa orgânica. Mas existem evidências que colaboram com o modelo da Criação. Nesse espaço iremos dar-lhes alguns.

O que importa é entender que não estamos soltos à toa no cosmos, tudo conspira para nossa proteção e segurança. Como um pai zeloso, Deus está a nos velar no passeio que executamos cotidianamente no universo. Os asteroides que passam por nós, podem até assustar. Mas só fica assustado quem não leu o que as profecias dizem a esse respeito. Por isso, devemos reivindicar de Deus suas promessas. E felizmente podemos.

O Cristão tem uma segurança, não sendo desse mundo, ele, não tem medo do futuro, pois o conhece, tal e qual o está revelado na Bíblia. Sede firmes, fortes e valorosos, pois nos foi alertado que “E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições da ciência, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé. A graça seja convosco.” (I Timóteo 6:20-21).

Assim, em ciência, é muito fácil termos teorias e mais teorias. Porém a ciência tem seus limites. O que me faz crer na verdade da Bíblia, em supressão a tudo o mais, é a sua imutabilidade. Como pôde ser mostrado, não estamos a girar ao acaso ou mesmo, que contamos com muita sorte. Não podemos tirar da Bíblia a sua preciosidade, que é o divino, não as ações científicas, mas a manifestação divina.

O que existe é que alguém cuida e vela por nós, pois ainda há um grande acontecimento para este planeta, algo que resolverá, com certeza nossas inquietações, principalmente, as do tipo: quem somos? para onde vamos? Evoluímos ou fomos criados? Essas e outras perguntas, creio, faremos ao próprio Criador. Crê você nisso?

E então, você já leu sua Bíblia hoje?

Até a próxima.

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Márcio Fraiberg Machado

Autor de Biologia do Sistema Inter@tivo de Ensino. Graduado em História pela UFSC – Florianópolis – SC. Graduado em Ciências Biológicas pela Unoeste – Presidente Prudente – SP. Especialista em Biotecnologia pela Ufla – Lavras – MG. Mestre em Educação em Ciências e Matemática pela PUC – Porto Alegre – RS. Doutor em Educação pela PUC – Porto Alegre – RS.

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