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Pedras do céu: Asteroides ajudaram a salvar o povo de Deus

Recentemente, uma notícia esteve em voga na mídia nacional: Um possível cometa poderia atingir a Terra. Desfeitos os prognósticos de morte a todos na Terra, ficou a curiosidade: Quem são esses corpos celestes? A Bíblia, em algum momento os menciona?

Quando iniciamos nossa busca por informações sobre a coerência entre a Bíblia e a natureza, nos deparamos com Josué 10:11, que diz:

Sucedeu que, fugindo eles de diante de Israel, à descida de Bete-Horom, fez o Senhor cair do céu sobre eles grandes pedras, até Azeca, e morreram. Mais foram os que morreram pela chuva de pedra do que os mortos à espada pelos filhos de Israel.

As pedras que caíram do céu, e muito ajudaram os filhos de Israel são asteroides, rochas livres no espaço, resultado de formações antigas de sistemas solares. Sabemos disso hoje, graças a trabalhos generosos de astrônomos durante a história da Terra. Em 1783 é publicado o Cométographie de Pingré, principal repositório de informações sobre cometas aparecidos até aquele momento. Desde essa época, o interesse científico pelos meteoros e cometas cresceu bastante, o que nos leva a perguntar: Esse fenômeno é comum?

Sim, e muito. Numa noite com muitas estrelas você poderá ter a sorte de ver uma estrela cadente riscando o céu. No aspecto histórico, para que se tenha uma ideia, analisemos um cometa em especial. Há 4.210 anos atrás passava pela Terra o cometa Hale-Bopp com seu brilho característico onde. Naquela época, separados pela tola tentativa de irem contra os desígnios de Deus em Babel, os egípcios estavam construindo as grandes pirâmides; os chineses aprendiam a dominar a irrigação, a técnica de refinar grãos e o calendário lunar. Na Mesopotâmia, onde hoje fica o Iraque, surgiram as primeiras cidades muradas. A principal moeda de troca entre os povos da região eram os cedros do Líbano, hoje extintos. Na Índia, faziam-se aquedutos e silos para estocar alimentos. Já os filósofos gregos, a Guerra de Tróia, os imperadores romanos, o próprio surgimento histórico do cristianismo, os templos incas e astecas – Tudo isso, pertencia ainda ao futuro.

Na época em que o cometa apareceu, num giro pelo mundo de então, podemos ver que as sementes da civilização lançadas pelos sumérios e acadianos se disseminavam por outras regiões. No extremo Oriente, três grandes civilizações estavam emergindo. Às margens do Rio Indo, na atual fronteira entre a Índia e o Paquistão, os harapenses já utilizavam a irrigação, projetavam cidades e tinham governos municipais que se responsabilizavam pelo estoque de água e alimentos. No Sudeste Asiático, cultivava-se arroz ao redor de grandes aldeias ao longo do Rio Mekong. Mais ao norte, nas margens do Rio Amarelo, os chineses já dominavam a escrita, teciam a seda, produziam vasilhas de cerâmica e, um pouco mais tarde, utensílios de bronze. Ainda faltavam 1.000 anos para que a dinastia Ming erguesse a atual muralha da China. O povo Egípcio, nessa época, tinha o governo da sexta dinastia dos faraós no antigo império, sua capital era a cidade de Memphis. Foi a dinastia responsável pela construção da Grande Pirâmide de Gizé, cerca de 400 anos antes da aparição do cometa.

Situada à margem direita do rio Eufrates, a cidade suméria de Ur estava entre as maiores metrópoles da época, com mais de 30.000 habitantes. Dessa cidade, Abraão, sairia mais tarde para dar início ao povo escolhido por Deus. O mais real de tudo, é que Deus convidava-o, naquela época, a olhar para o céu e contar as estrelas, pois essa seria a sua descendência.
Após esse giro, outra pergunta aparece: Temos evidência desses corpos celestes aqui na Terra? Sim. O meteorito ainda preservado e acompanhado da mais antiga documentação de sua queda, caiu em 1492 em Ensisheim, Suiça. Na igreja da cidade encontra-se o seguinte registro: “No dia 16 de novembro de 1492 aconteceu um singular milagre. Entre as onze e meio-dia, com um forte estalo de trovão e um prolongado ruído, que foi ouvido muito longe, caiu em Ensisheim uma pedra de 120 Kg. Uma criança a viu atingindo o solo num campo perto de Gisgaud, onde fez um buraco com mais de um metro e meio de profundidade. A pedra foi levada para a igreja como objeto milagroso… O rei Maximiliano que estava então em Ensisheim, levou a pedra para o castelo. Quebrou-a em duas partes, uma para o duque Sigismundo da Prússia e outra para si próprio. Proibiu que mexessem mais e deu ordem para que fosse exposta na Igreja paroquial.” Diante dessa pedra, colocou-se a seguinte inscrição: De hoc lapide multi multa, omnes aliquid, nemo satis. (Desta pedra muitos falaram muito, todos disseram algo, mas ninguém o suficiente).

Para que o leitor se situe, é necessário, primeiro, entendermos o sistema solar, que abrange o Sol, os planetas, os satélites dos planetas, os asteroides, os cometas, os meteoritos, a poeira zodiacal e o vento solar. Ele deve incluir, primordialmente o Sol e todo o conjunto de objetos que se movem no espaço, como se fios invisíveis os mantivessem permanentemente ligados a ele. Essa ligação resulta da atração gravitacional. Todos os corpos são capazes de exercer essa atração, mas, os possuidores de maior massa ou quantidade de matéria, a exercem com maior intensidade. Assim sendo, no Sistema Solar, a ação atrativa preponderante é a do Sol. Mas à medida que nos afastamos dele, essa ação é menos intensa.

A poeira zodiacal é constituída de grãos pequeníssimos (cerca de 10 microns), que estão presentes no Sistema Solar. O Vento Solar, é o gás aquecido da coroa solar que, tendo rompido a ligação gravitacional com o Sol, dele escapa, emanando energia pelo sistema afora, movendo as pedras que ficam soltas no espaço. Sabemos que há um cinturão de asteroides (com pedaços de pedras do tamanho de grãos de areia a outros do tamanho de um grande caminhão), bem próximo à Terra (entre Marte e Júpiter). Esse cinturão agrupa pedaços de pedras de vários tamanhos, que sofrem a ação gravitacional do Sol e dos planetas gigantes como Júpiter e Saturno. Mas, neste caso, o que sucedeu no verso bíblico do nosso comentário?

De alguma forma espetacular, Deus utilizou uma força (provavelmente a que existe até hoje – a gravitacional) para direcionar uma chuva de meteoros (pedras) na direção de uma região do atual Iraque (Palestina), em favor de seu povo, para vencer uma batalha (intervenção divina).
Este evento só poderia acontecer por ação de uma força especial e estranha as forças gravitacionais existentes (milagre), o que caracteriza a fé num ser Criador e mantenedor de tudo, inclusive do próprio cosmo.

Aqui, torna-se necessário lembrar que os meteoros já eram bem compreendidos na época de Cristo, pois Este os citou como cumprimento de um dos requisitos para sua segunda vinda, a chuva de meteoros (Mateus 24:29), na qual, creio, segundo a literatura histórica disponível, já obteve seu cumprimento no dia 13 de novembro de 1833, basta procurar na Internet.
Assim, mais uma vez Deus deixa suas pegadas na Criação, pegadas essas para que qualquer pessoa possa segui-las.

E então, você já leu sua Bíblia hoje? Até a próxima.

 

 

Imagem: Vadimsadovski / Fotolia
Márcio Fraiberg Machado

Autor de Biologia do Sistema Inter@tivo de Ensino. Graduado em História pela UFSC – Florianópolis – SC. Graduado em Ciências Biológicas pela Unoeste – Presidente Prudente – SP. Especialista em Biotecnologia pela Ufla – Lavras – MG. Mestre em Educação em Ciências e Matemática pela PUC – Porto Alegre – RS. Doutor em Educação pela PUC – Porto Alegre – RS.

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