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Parceria que dá certo

Se engana quem pensa que a escola só é lugar de aluno. É também da família.  A fase para os adultos já passou e os tempos são outros, mas, mesmo assim, o acompanhamento no desempenho acadêmico de crianças e adolescentes faz toda a diferença. Entretanto, nem sempre é o que acontece.

Um levantamento feito pelo IBGE por meio da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), aplicada com alunos de 13 a 17 anos, revelou que 51,35% dos responsáveis não acompanham as tarefas escolares, e nem sabem se elas foram de fato cumpridas pelos estudantes. Além disso, 27,35% não têm conhecimento da ausência dos filhos na escola em algum momento do último mês, e 20,5% mal sabem o que eles fazem em seu tempo livre.

Dentro desta realidade, a coordenadora pedagógica do Colégio Curitibano Adventista Bom Retiro, Maíza Rudinik, comenta que existem famílias que de fato vivenciam a rotina escolar do filho: acompanham a realização das tarefas; verificam o boletim, a agenda; participam das reuniões e eventos da escola; procuram resoluções junto à instituição quando um problema é detectado. Já outras famílias, verificam apenas o boletim escolar e cobram bons resultados dos filhos – criam uma falsa ilusão de acompanhamento. Para essas duas realidades citadas existe um resultado perceptível.

“Pais mais envolvidos acabam evidenciando um aluno que tem um maior sucesso escolar, isso é visível. Às vezes os pais escolhem criteriosamente uma escola, pagam pela qualidade dela, mas o filho não tem o olhar desenvolvido de valorização desse ambiente. Muitos até se esforçam, mas não sabem como ajudar o aluno a ter um melhor desempenho ou fazê-lo ver a escola como algo de valor”, comenta Maíza.

A parceria considerada ideal para se colher resultados satisfatórios é a harmonia entre família, estudante e escola. Manuel Fernando da Silva tem justamente essa visão. O engenheiro elétrico é pai de dois adolescentes – Marília, estudante do 2 ano do Ensino Médio e Otávio, estudante do 8 ano do Ensino Fundamental – o pai não abre mão de ser presente em todo o processo escolar.

Para ele, a educação dos filhos não se terceiriza. “Eu parto da ideia de que a obrigação de educar os filhos é minha e da minha esposa. A escola tem que prepará-los com os conteúdos didáticos. Não é obrigação da escola corrigir o que eu tenho errado. Então para ajudar, a gente participa desde quando eles entraram na escolinha. Estou sempre em cima vendo o que está acontecendo. Nós temos um diálogo bom com os filhos”, declara Manuel que está imerso, junto à sua esposa, no universo escolar dos filhos.

E ainda acrescenta: “Eu sempre acompanhei e vou continuar acompanhando, até a faculdade se precisar. No que eu puder ajudar, farei a minha parte”, afirma Manuel.

 


 

Para os pais que precisam de um direcionamento nesse assunto, a coordenadora pedagógica Maíza Rudinik dá algumas dicas:

  1. Estimule os filhos a desenvolver mais curiosidade e perseverança nos estudos;
  2. Coloque a escola na conversa do dia a dia dentro de casa, não apenas perguntas superficiais;
  3. Tenha atitudes que os alunos possam se espelhar. Seja o exemplo. Os filhos observam se os pais leem, se são presentes na escola ou se dão valor à educação.
  4. Estabeleça horários de estudos. Quando o filho percebe que a educação faz parte da valorização da família, isso não se tornará um fardo.
  5. Lembre-se que o sucesso escolar não depende apenas da família ou apenas da escola. Todos precisam estar em harmonia, juntos num ideal.

 


Imagem: WavebreakMediaMicro / Fotolia
Jéssica Guidolin

Formada em Jornalismo e pós-graduada em Comunicação e Marketing. Trabalha como assessora de comunicação na sede da Igreja Adventista para o Sul do Brasil.

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