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No que a Bíblia se antecipou à ciência

A Bíblia é um livro milenar, que reúne 66 livros com inúmeros autores e gêneros literários, cujo propósito principal é revelar quem Deus é, o que Ele faz pela humanidade e o que espera de nós. Porém, as Escrituras não têm apenas valor espiritual. Por causa de sua confiabilidade histórica e mensagem sobrenatural, ela serve de base para interpretar a realidade que nos cerca. E é nesse ponto que ela se cruza com a ciência. A Bíblia tem inúmeras declarações sobre fenômenos da natureza que só seriam descobertos séculos depois. Tudo isso nos faz pensar que o cientista Galileu Galilei e a escritora cristã Ellen White estavam certos ao dizer que a Bíblia e a natureza são “livros escritos pelo mesmo Autor”; por isso, não se contradizem, mas se complementam. Abaixo, dez informações que apontam para essa direção.

 

SOMOS DE BARRO
De longa data a Bíblia afirma que o homem foi formado do barro e que volta a ser pó depois que morre (Gn 2:7, Jó 33:6 e Gn 3:19). Recentemente, descobriu-se que os ingredientes necessários para “fazer” um ser humano podem ser encontrados no solo e uma pesquisa publicada na revista Science em 2003 sugeriu que a vida na Terra pode ter surgido do barro.

 

CORRENTES MARÍTIMAS
Salmo 8:8 (1000 a.C.) já falava de “caminhos nos mares”. Isso estimulou Matthew Maury, o “pai da oceanografia”, a descobrir as correntes marítimas em 1847.

 

CICLO DA ÁGUA
Segundo as Escrituras, a água evapora de oceanos ou de outras fontes e cai no solo em forma de chuva, neve ou granizo, alimentando os rios e nascentes (Jó 36:27, 28; Ec 1:7 e 11:3; Is 55:10 e Am 9:6). Isso não é novidade para quem lê os livros didáticos do Ensino Fundamental, mas nem sempre foi assim. Até o século 18 permaneceu a crença dos gregos de que era a água de oceanos subterrâneos que alimentava os rios.

 

FOGO NO INTERIOR DA TERRA
O desenho dos livros didáticos que apresenta o núcleo incandescente da Terra formado por magma é bem conhecido. O que surpreende é o texto de Jó 28:5 fazer referência ao interior do nosso planeta.

 

TERRA ESFÉRICA
Isaías 40:22 (700 a.C.) já se referia ao nosso planeta como sendo um globo, fato comprovado só em 1522, quando o navegador Fernão de Magalhães foi o primeiro a completar de barco uma volta ao redor da Terra.

 

SUSPENSO SOBRE O NADA
Jó 26:7 já informava que Deus mantém a Terra suspensa sobre o nada, contrariando o pensamento de muitos povos que imaginavam nosso planeta apoiado nos ombros de um gigante ou sobre um grande animal. Essa crença só foi contestada em 1650.

 

COMEÇO DO UNIVERSO
Durante muito tempo, imaginou-se que o Universo era infinito, eterno e imutável. Mas Hebreus 11:3 (62 d.C.) já indicava que o Universo teve um início e que foi criado do nada (ex-nihilo) por meio da palavra de Deus. Estudos recentes indicam que o Universo (espaço-tempo) teve origem e se expande. As primeiras evidências disso foram registradas por Georges Lamaitre (1927) e Edwin Hubble (1929).

 

O AR TEM PESO
Jó 28:25 (1450 a.C.) já afirmava isso. Embora a atmosfera seja invisível, ela tem peso e massa. O barômetro, instrumento usado para medir o “peso do ar” (pressão atmosférica), só foi inventado por Evangelista Torricelli em 1643.

 

LEIS METEOROLÓGICAS
A Bíblia fez menção ao “ciclo” de correntes de ar por volta de 930 a.C. (Ec1:6). Atualmente, sabe-se que o ar gira ao redor da Terra em gigantescos circuitos, no sentido horário em um hemisfério e no anti-horário no outro hemisfério.

 

PONTOS CARDEAIS
Em várias passagens, a Bíblia menciona os quatro ventos (1Cr 9:24; Jr 49:36; Zc 6:5 e Ap 7:1), expressão que parece indicar uma compreensão sobre os pontos cardeais. Foi somente no século 14 que os mapas de navegação começaram a usar essas direções de forma mais sistemática.

 

 

 

Referências:
“Lettera a Benedetto Castelli”, em Edizione nazionale delle opere di Galileo Galilei, por Antonio Favaro (Barbèra, 1932), v. 5, 281-288;
The Ministry of Healing, de Ellen White (Review and Herald, 1905), p. 541;
Men of Science, Men of God, de Henry M. Morris (Master Books, 1982), p. 42;
“Experimental Models of Primitive Cellular Compartments: Encapsulation, Growth, and Division”, de Martin M. Hanczyc, Shelly M. Fujikawa e Jack W. Szostak, em revista Science, v. 302, p. 618-622 (http://bit.ly/2pcl1c9).

 


 

Fonte: Revista Conexão 2.0 – 3º trimestre/2017. Autoria: Everton Fernando Alves

Everton Fernando Alves
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