Lima Barreto e a função social do escritor
| Por Olivandro Maia
Afonso Henriques de Lima Barreto / 1881 - 1922 (Imagem: Paula Lobo)
Em 1903, Lima Barreto começou a trabalhar na Secretaria da Guerra. Nesse período passou a colaborar para vários jornais e revistas do Rio de Janeiro. Seus textos não tinham os padrões do gosto vigente, por esse motivo recebia constantes críticas dos escritores tradicionais. Em suas obras abordava as injustiças das primeiras décadas da República.
Aos 26 anos, o escritor lançou o seu primeiro romance, Recordações do Escrivão Isaías Caminha, quatro anos depois, publicou um de seus mais famosos romances, Triste Fim de Policarpo Quaresma. E nos anos seguintes, Numa e a Ninfa.
Apesar de ter-se candidatado em duas ocasiões à Academia Brasileira de Letras, Lima Barreto não foi eleito, mas recebeu uma menção honrosa. Por levar uma vida desregrada, morreu aos 41 anos, deixando vasta obra a ser publicada posteriormente.
Veja a lista das principais obras de Lima Barreto:
1909 - Recordações do Escrivão Isaías Caminha;
1911 - O Homem que Sabia Javanês e outros contos;
1915 - Triste Fim de Policarpo Quaresma;
1919 - Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá;
1920 - Cemitério dos Vivos;
1923 - Os Bruzundangas;
1948 - Clara dos Anjos (póstumo).
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