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De bem com o sexo

| Por Julián Melgosa

(Imagem: Shutterstock)

As pessoas que têm vida sexual saudável contam com melhor estado de ânimo, maior entrosamento na vida do casal e correm menor risco de ter depressão e ansiedade. Além da função reprodutora, o sexo oferece alegria e prazer, contribuindo para uma aproximação emocional mais profunda e o desejo de satisfação mútua.

A sexualidade saudável tem um significado muito maior que o coito. Envolve alegria e excitação sexual, carinho e humor. Sobretudo, tem base no amor e respeito mútuos. O sexo também deve ser praticado com responsabilidade, pois envolve riscos e consequências. Nesta matéria há dicas especiais para melhorar a vida sexual.


(Imagem: Thiago Lobo)

Como melhorar a vida sexual

Fale sobre sexo com o cônjuge – Mesmo que seja difícil no início, fale de suas preferências sexuais e procure compreender os anseios e desejos do outro. Isso fará com que ambos alcancem o ponto médio mais satisfatório.

Relembre as diferenças – A sexualidade no homem e na mulher é distinta e complementar. Se você é mulher, relembre que o sexo é paixão para os homens. Se você é homem, o sexo é romantismo para a mulher.

Invista tempo e esforço
– Você não pode desfrutar da sexualidade se não estiver disposto a usar o tempo necessário. O tempo é muito importante para as mulheres (e em grande medida para os homens). O prazer vai surgindo pouco a pouco e chega ao seu clímax depois de um prolongado jogo amoroso com beijos e carícias. Além disso, o jogo amoroso é ótimo quando na relação não existe confl itos e pressões.

Fortaleça a autoestima
– A autoestima está intimamente ligada à sexualidade. Por isso, procure fortalecer sua autoestima não se considerando inferior (nem superior). Por outro lado, assegure-se de que seu cônjuge se sente bem consigo mesmo e que tem um bom conceito próprio. Mencione suas conquistas, suas qualidades e não se canse de declarar seu amor.

Evite a monotonia
– Abandone o hábito de fazer amor de uma única forma, programado. A sexualidade plena é alcançada mediante relação sincera e direta entre um homem e uma mulher que se amam. As variações podem parecer parcialmente satisfatórias, mas à custa de sérios riscos. Por isso, é recomendável a prática sexual responsável num contexto de compromisso mútuo.

Julián Melgosa é doutor em Psicologia

Evite o sexo irresponsável


Cuidado com mudanças de parceiro.
Muitos gostam de mudar de parceiro, mas a relação estável oferece melhores resultados. Mudar de parceiro pode causar sérios riscos: transmissão de doenças, problemas psíquicos, senso de culpa, desentendimentos familiares, prejuízos financeiros, etc.

Sexo obsessivo.
O sexo pode se transformar numa obsessão. A sexualidade conta com grande energia (força ou impulso) que deve ser controlada pela vontade. Dar rédeas soltas ao sexo pode chegar a absorver a maior parte do tempo e energia disponíveis.

Sexo coercivo.
Não use o sexo como instrumento de coerção. O sexo deve ser praticado com liberdade e amor, sem pensar em segundas intenções ou chantagens. Afirmações como: “Não faremos amor até que você...” denotam falta de ética e de compreensão do que é a sexualidade.

(Imagem: Thiago Lobo)

Diferenças sexuais entre o homem e a mulher

Uma análise (Peplau, 2003) de inúmeros estudos sobre sexologia apresentou as quatro diferenças fundamentais entre o homem e a mulher. O conhecimento dessas diferenças sexuais é fundamental para se chegar a acordos mútuos entre o casal. O amor e a compreensão de ambos contribuirão para eliminar as diferenças e assim alcançar uma sexualidade mais satisfatória.

1- O impulso sexual dos homens é mais forte que o das mulheres.

2- As mulheres dão importância fundamental à sexualidade que se fundamenta numa relação de compromisso e não em uma relação casual.

3- Existe uma relação entre agressividade e sexualidade, mas esse vínculo se destaca nos homens e não nas mulheres.

4- As mulheres têm maior capacidade que os homens para adaptar e modifi car sua vida sexual.

(Imagem: Thiago Lobo)

Sexo na internet

O sexo na internet constitui um setor significativo em atividade e volume de vendas. Muitas pessoas procuram a rede em busca de companheiro sexual, de pornografia, ou para bater papo sobre assuntos sexuais. O relatório de Griffin-Shelley (2003) nos alerta sobre os seguintes perigos do sexo na internet:

  • Torna-se um vício compulsivo.
  • Afeta de forma negativa o ambiente de trabalho.
  • Compromete a relação conjugal e familiar.

[Fonte: Vida e Saúde – Jan 2011, p.48 e 49]

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