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A família e a transição para o 6º ano

| Por Lilian Martins Larroca

Jovem estudante com material escolar

Jovem estudante com material escolar (Imagem: Jacek Chabraszewski/Fotolia)

Eles esperam muito por esse momento: usar fichário; parar de fazer fila; deixar de serem identificados como crianças; ter diversos professores; participar das capelas... Apesar de extremamente ansiosos para ingressar no sexto ano, os alunos sequer imaginam a quantidade de mudanças que enfrentarão.

Além de se depararem com novos professores, cada um com seu estilo de ensino e seu próprio manejo de sala, é frequente os alunos enfrentarem dificuldade de organização, com consequente prejuízo acadêmico. O aluno passa a ter, também, contato mais frequente com profissionais, esses que eram esporádicos.  
O que a família pode fazer pelos alunos do 6º ano?

O aluno, ao ingressar no 6º ano, está ingressando em uma fase que a escola espera que ele já tenha maior autonomia na realização de suas atividades e passem a ter uma supervisão escolar bem menor em relação às séries anteriores. O aluno já deve ser capaz de anotar na agenda e realizar, com responsabilidade, as atividades que precisam ser feitas.

Como se trata de um período adaptativo, sugerimos que a família monitore essa transição. Ao contrário dos anos anteriores, nos quais havia uma comunicação mais direta com o professor da turma, que detinha todas as informações sobre o rendimento do aluno, esse contato passará a se restringir basicamente à reunião bimestral, quando a dificuldade de organização ou de responsabilidade já poderão ter gerado um resultado acadêmico (nota) desfavorável e de difícil recuperação. 

Por isso, seguem algumas sugestões importantes:

  • Monitore diariamente a agenda junto com seu filho, no início do ano. Se a agenda estiver muito vazia, sem tarefas para fazer, entre em contato com a escola para verificar se o volume de atividades é realmente o que foi anotado pelo aluno. Não admita que seu filho deixe de anotar na agenda. Caso, durante o primeiro bimestre, ele demonstre responsabilidade compatível, é possível espaçar esse monitoramento (semanal, mensal, etc), mas só abandoná-lo em caso de real excelência acadêmica. Mais dicas sobre a organização da agenda escolar estão no artigo Como organizar a agenda escolar.
  • Estabeleça um horário diário de estudos. Realizar as tarefas diariamente e revisar o conteúdo garante um aprendizado duradouro, muito diferente do resultado obtido quando se estuda apenas na véspera da prova. 
  • É importante que o aluno faça a tarefa no dia em que foi determinada, mesmo que a aula da disciplina seja só na próxima semana. Além de desempenhar um papel importante na fixação do conteúdo, a tarefa realizada no mesmo dia impede que o aluno se desorganize e deixe muitas atividades se acumularem na véspera da entrega.
  • Compareça às reuniões de pais e mestres. A escola tem o dever de divulgar os resultados do aluno, mas a família tem a responsabilidade de acompanhá-los. Caso não possa comparecer à reunião no dia agendado, compareça à secretaria e retire pessoalmente o boletim do aluno. Essa medida simples evita surpresas desagradáveis no final do ano. Lembre-se: a escola possui um registro com as reuniões que realizou e as assinaturas dos pais que compareceram. A falta de acompanhamento da família caracteriza omissão grave e, ao não acompanhar a criança, a família se responsabiliza por resultados desfavoráveis no final do ano. Algumas escolas disponibilizam os resultados virtualmente, ainda com mais agilidade. Se for o caso da escola de seu filho, utilize esse recurso.
  • Embora haja a expectativa de que, ao ingressar no 6º ano, o aluno já tenha a capacidade de organizar sua mochila, esse é um problema frequente nessa série. Como resultado, exercícios deixam de ser feitos e corrigidos, e alguns conteúdos não são copiados porque o material necessário não estava com o aluno durante a aula. Ajude seu filho a organizar a mochila no dia anterior, comparando com o horário de aulas do dia seguinte, e deixe esse monitoramento gradualmente, à medida em que ele demonstrar responsabilidade e capacidade de organização.
  • Ao primeiro sinal de mau resultado acadêmico, procure ajuda. Intensifique o horário de estudos de seu filho, utilize os projetos de recuperação paralela oferecidos pela escola e entre em contato com o Setor de Orientação Educacional, que poderá orientá-lo quanto às melhores formas de reverter a situação.
  • Determine que o computador da família seja utilizado não só para entretenimento, mas também para estudos. Existem ferramentas na internet que possibilitam não apenas o acesso ao conteúdo, mas ao estudo – treinamento com exercícios, testes, perguntas e respostas. 

O ingresso no segundo nível do Ensino Fundamental é um período de transição, que exige grande adaptação. A orientação da escola e o acompanhamento da família podem garantir muito sucesso.  

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