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Escola saudável

Com as baixas temperaturas em evidência, a saúde acaba merecendo uma atenção especial. É nesta época do ano em que a proliferação de algumas doenças acaba aumentando, principalmente aquelas que envolvem as vias respiratórias. Por isso, todo cuidado dos pais e da escola é necessário.

No inverno, o ambiente escolar é uma das portas de entrada para a transmissão de vírus que resultam em gripes, resfriados, infecções e inflamações. Um deles é o Vírus Sincicial Respiratório, que acomete crianças menores de cinco anos, mas sobretudo aquelas com menos de dois anos. Muito comum em creches e escolas devido à quantidade de crianças juntas, basta apenas uma estar infectada para atingir as outras.

“Os vírus respiratórios podem sobreviver em superfícies inertes por várias horas. Por exemplo, o Sincicial Respiratório pode ficar 6 horas ou mais em uma mesa. Caso uma criança espirre e a gotícula caia sobre a mesa, e após isso, outra criança coloca a mão na mesa e leva à boca, é suficiente para inocular o vírus e virar em uma infecção”, explica o infectologista e diretor clínico do Hospital Adventista de São Paulo, doutor Dourival Duarte.

O médico ainda ressalta que existe uma alta gama de vírus que acometem o público infantil, e que são facilmente compartilhados em ambientes fechados nos meses de inverno. “As pessoas tendem a ficar mais aglomeradas, a circulação de ar é menos notória e os ambientes são mais fechados. Isso permite que alguém tenha uma infecção respiratória por qualquer um dos vírus, não apenas o Sincicial Respiratório”, comenta.

Entre os vírus estão: o Rinovírus, responsável pelo resfriado comum e que apresenta mais de 100 tipos diferentes só nesta espécie; o Adenovirus, que produz infecção das vias aéreas superiores; o Metapneumovírus, que neste caso produz infecções das vias inferiores como brônquios e pulmões; além do Influenza, que desenvolve a gripe com quadros de febre, dores de cabeça e musculares, queda do estado geral da pessoa e que pode levar até a uma pneumonia. Estes são apenas alguns dos inúmeros vírus existentes que não são exclusividade apenas das crianças, mas que também afetam os adultos.

 

VÍRUS, AQUI NÃO!

Para tentar amenizar este cenário em um local de altas chances de transmissão, o Colégio Adventista de Maringá orientou seus alunos na questão da prevenção. Mesmo com a rotina de salas mais ventiladas e a disponibilização de álcool em gel para os estudantes, a equipe pedagógica foi além.  Por meio do projeto intitulado Viva Leve, a escola está trabalhando ao longo deste ano os diferentes fatores relacionados à saúde física, mental e espiritual. Entre eles, está o cuidado com os microrganismos.

Como parte das atividades, cerca de 400 crianças da Educação Infantil ao Ensino Fundamental 1 vivenciaram o estudo dos microrganismos, inclusive os vírus. A escola montou uma sala lúdica com figuras e equipamentos disponibilizados pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

“Colocamos o nome da sala de O Mundo Invisível dos Micróbios. Chamamos assim para que os pequenos entendessem. Os estudantes receberam orientações sobre a higienização das mãos e os cuidados ao compartilharem utensílios pessoais. Também foram distribuídos panfletos para que os alunos levassem a informação para casa. Tudo isso para evitar as doenças que o inverno apresenta”, conta Érica de Miranda, diretora do Colégio Adventista de Maringá.

A ideia é que este projeto se estenda além dos portões da escola e alcance os estudantes da rede pública.

 


 

CUIDADOS

O médico Dourival Duarte pontua algumas práticas que podem contribuir na prevenção dos vírus:

  • Estar com as vacinações em dia, inclusive a do vírus Influenza, indicada para todas as idades, especialmente crianças entre 6 meses e 5 anos de idade;
  • Manter ambientes com maior circulação de ar;
  • Lavar as mãos frequentemente, não apenas nas refeições ou depois de usar o banheiro;
  • Manter uma boa nutrição, principalmente que inclua vitaminas encontradas sobretudo nas frutas cítricas;
  • Manter boa hidratação, já que no inverno as pessoas naturalmente sentem menos sede e se hidratam menos.

 


 

 

Imagem: Ilkercelik / Fotolia
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Jéssica Guidolin

Formada em Jornalismo e pós-graduada em Comunicação e Marketing. Trabalha como assessora de comunicação na sede da Igreja Adventista para o Sul do Brasil.

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