Facismo, nazismo e integralismo
| Por João Fábio Bertonha
(Imagem: Divulgação)
O autor logo de início, sugere que, embora muitos julguem o fascismo superado, não está morto e tampouco pertence a um passado distante e a regiões desconhecidas. Ao contrário, continua vivo em centros importantes como a Alemanha, a França, a Iugoslávia e a Áustria, tornando necessária a consciência e o posicionamento de todos acerca de tal realidade. O livro faz um panorama sobre a grave crise econômica, política e social da década de 30, período áureo do fascismo como resposta ao movimento socialista.
Bertonha não esqueceu, ainda, de analisar as fontes do nazismo, mostrando que o descontentamento do povo possibilitou a ascensão de Hitler, um austríaco sem nenhuma tradição política que colocou em prática a ideologia nazista com o objetivo de formar uma raça pura, a ariana. Para isso era necessário eliminar todos os que não se enquadravam em seus padrões: africanos, asiáticos, judeus, ciganos, homossexuais e comunistas.
Finalmente, o autor descreveu o integralismo no Brasil, que atuou como espécie de máscara do fascismo tradicional. O principal articulador foi o jornalista e escritor Plínio Salgado, cuja luta tinha como alvo o combate ao capitalismo liberal e ao comunismo, considerado ateísta e materialista.
O atual clima de incerteza e insatisfação social, política e econômica é campo fértil para o florescimento de ideologias que despertam paixões em muitos e dor e sofrimento em tantos outros. A frase do líder do Partido da Liberdade da Áustria, Jorge Haider, resume bem o clima atual de exclusão social: Somos contra todos os que não são como nós. Já pensou sobre isso?
BERTONHA, João Fábio. História em Movimento: Fascismo, Nazismo, Integralismo. São Paulo: Ática, 2000.
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