Entrevista com médico psiquiatra
| Por Olivandro Maia
Getty Images (Imagem: Getty Images)
O médico esteve ministrando no dia 9 de junho uma palestra para alunos e pais, na ocasião ele foi entrevistado pela psicóloga do colégio, Daiany Evangelista. Acompanhe a seguir a entrevista:
Usar ou não disciplina com "vara"?
Sim, deve-se usar mas não em adolescentes, e depois de tentar disciplinar com orientações verbais se a criança repete os mesmos erros sempre. Ao dar umas palmadas, deve-se explicar o por que ela vai apanhar, não se deve bater quando se estiver com raiva e se estiver com raiva, espere algumas horas e no mesmo dia aplique a disciplina. Não atacar a criança, mas o ERRO da criança.
Como os pais devem reagir com os filhos para não caírem em superproteção ou em abandono?
Para evitar superproteção é importante entender que a criança precisa experimentar alguns desafios (com segurança) para aprender a desenvolver autoconfiança. Não se deve dar à criança tarefas nem fáceis demais e nem difíceis demais. Quando se superprotege uma criança, a mensagem que se passa é: "Você não é capaz. Por isso eu vou fazer por você." Isto feito repetidas vezes perturba a formação da autoimagem positiva nestas crianças superprotegidas. Por outro lado, quando os pais deixam os filhos muito soltos, sem limites, eles sofrem porque no fundo se sentem como que abandonados do ponto de vista afetivo.
Como lidar com crianças agressivas?
Colocando limites firmes com amor mas com firmeza mostrando que a autoridade final é do adulto que cuida dela. Se ela resiste a uma tarefa solicitada, deve-se pegar a criança pela mão e levá-la a executar a tarefa, segurando-a com firmeza, sem agredi-la e sem depreciá-la. Exemplo: se a mãe chama a criança para tomar banho e ela não quer e resiste ao chamado e insiste em não querer, a mãe (ou pai) deve segurar na mão dela e conduzi-la ao banho usando palavras amáveis e firmes, como: "Você vai ficar muito cheirosa! E mamãe vai ficar muito feliz de ver você limpinha! Etc..., ou seja, usando palavras amáveis, mas levando a criança pela mão com firmeza e autoridade. A criança sendo agressiva em ambiente social (escola, por ex.), deve ser ensinada a ela como se comportar e explicando que se ela se comportar de maneira apropriada ela terá benefícios e se não, os perderá. Os benefícios podem ser brincar, assistir a um programa de TV que ela gosta e os pais acham apropriado para ela, ou assistir a um DVD, etc. Deve-se observar se a criança estará sendo agressiva como cópia do modelo de um pai ou mãe também agressivos, ou se ela estará reagindo ao sofrimento interior por se sentir rejeitada.
Quais os efeitos na vida adulta de uma criança que teve seus pais ausentes?
Crianças reagem, em geral, de dois modos diante de sofrimento por pais ausentes: se tornam tímidas e passivas ou impulsivas e agressivas. As primeiras tenderão a se envolver em trabalhos como empregados, talvez se relacionando com pessoas que são autoritárias e mandarão nela. As outras, as impulsivas, tenderão a ocuparem cargos de chefia, mas poderão ter dificuldade de relacionamento com colegas de trabalho devido à sua impulsividade. Algumas podem desenvolver doenças emocionais como depressão se na vida adulta também ocorrerem outras perdas significativas para elas.
Como identificar uma criança com hiperatividade?
Ela tem pensamento rápido e disperso, com dificuldade de se concentrar. O corpo se movimenta em todos os lugares, as perninhas ficam balançando o tempo todo enquanto estão sentadas e elas têm dificuldade de ficar sentadas por muito tempo. O sono pode ser agitado com pesadelos.
Como lidar com criança hiperativa?
Estas crianças precisam ter limites e serem encorajadas a desenvolverem o autocontrole, elogiando o que elas conseguem fazer ao invés de criticar o que eles não sabem fazer. Quando tiver que repreender a criança, repreenda o que ela fez e não a criança. Estar atento a alimentação também é muito importante, evite dar a criança alimentos ou remédios estimulantes que contenham cafeína, ou outros como refrigerantes a base de "cola", guaraná, chá preto, chá mate entre outros. Evite doces, balas, biscoitos, sorvete, chiclete, chocolate (há opção de chocolate feito de alfarroba em lojas de produtos naturais) e tudo o que contenha açúcar refinado. Controle o uso de eletrônicos e Internet. Evite colocar a criança na escola precocemente ou em cursos precocemente ou tarefas em demasia. Procure por a criança (e toda a família) em muito contato com a Natureza (parques, jardins, fazendas, sítios, chácaras). Ofereça uma dieta vegetariana equilibrada. Resolva tensões no lar, problemas emocionais na família. Melhore a prática espiritual da família. Mantenha a criança com freqüente atividade física ao ar livre - caminhada, natação, ciclismo, mas não esportes agressivos e competitivos como judô, caratê, etc.
sandra regina marques deside
#1oi tenho um filho de 9 anos que e imperativo,li o artigo mais nao entendi muito bem gostaria de saber mas sobre o assunto queria saber lidar com ele desde ja obrigado
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