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Disortografia tem cura?

| Por Charlotte Fermum Lessa

Maior parte dos casos de disortografia estão relacionados ao atraso no aprendizado

Maior parte dos casos de disortografia estão relacionados ao atraso no aprendizado (Imagem: Shutterstock)

Conceito

Disortografia tem o mesmo significado que disgrafia, ou seja, é uma inabilidade ou atraso no desenvolvimento da linguagem escrita, especialmente da escrita cursiva. É toda a perturbação na identificação, compreensão e reprodução de símbolos escritos. Ela está intimamente associada à dislexia.

Para facilitar
Escrever com máquina datilográfica ou com o computador pode ser muito mais fácil para quem tem problemas com a linguagem escrita.

Causas prováveis
90% dos casos conhecidos de disortografia relacionam-se com atrasos no aprendizado da linguagem e 10% com disfunções neurológicas.

Sinais característicos da disortografia
- Constante troca de grafemas: faca / vaca, chinelo / jinelo, porta / borta;
- Confusão de sílabas: comeram / comerão;
- Adições: telelevisão;
- Omissões: cadeira / cadera, prato / pato;
- Fragmentações: en saiar, a noitecer;
- Inversões: pipoca / picoca;
- Textos muito curtos;
- Palavras com letras amontoadas ou palavras ligadas umas nas outras: No diaseguinte, sairei maistarde;
- Falta da ordenação da escrita pelo uso de parágrafos, travessões, pontuação e acentuação;
- Frases desorganizadas.

Sinais característicos apresentados pela criança com disortografia

- Não tem vontade de escrever;
- Quando tem que escrever, fica ansiosa e com medo de errar;
- Não entende por que não consegue acertar;
- Compara-se com outras crianças da classse;
- Consequente baixa autoestima.

Ações e atitudes adequadas do professor e dos pais para melhorar o desempenho da criança disortográfica (disléxica ou não)
- Evitar o uso de canetas vermelhas na correção dos cadernos e provas;
- Dizer para a criança que, com paciência, perseverança, exercício e apoio, ela será capaz de melhorar seu desempenho;
- Usar material multissensorial para estimular seus sentidos, especialmente o tato e a audição. Por exemplo:
  • Escrever sobre uma folha plástica grande, com mostarda, creme de barbear, gel para cabelo;
  • Com o dedo: escrever com tinta a dedo e / ou com anilina diluída em mingau de água com maisena sem açúcar, com um pouco de sal para durar mais tempo na geladeira (você pode separar o mingau em três ou mais potinhos para fazer cores variadas);
  • Construir palavras com letras, blocos ou peças de madeira;
  • Projetor e sistema de som. (Atenção às crianças com Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade - TDAH. Alguns destes estímulos podem se excitantes demais.)
  • Trabalhar os grafemas em papel quadriculado grande, com letras que ocupem toda a folha e ir diminuindo o tamanho aos poucos, à medida que a criança adquire autonomia na escrita do estágio trabalhado. Isso pode ser feito com um modelo ao lado da folha para que ela o imite, ou pontilhar a letra na própria folha da criança para que ela a cubra;
  • O professor deve procurar se manter calmo diante dos erros ortográficos e gramaticais persistentes e acreditar na capacidade da criança de aprender;
  • Estimular a memória visual da criança por meio de quadros com letras do alfabeto, números, famílias silábicas;
  • O professor deve certificar-se de que compreende o que a criança precisa e ajustar o material ao estilo de aprendizagem dela;
  • Usar exercícios de trava-língua, promovendo a consciência fonológica da criança com dificuldade em leitura, escrita e ortografia. Veja os exemplos.

  • Brincadeiras, jogos ou movimentos corporais com parlendas, que são conjuntos de palavras com arrumação rítmica em forma de verso, que podem rimar ou não. A parlenda melhora a memorização. Veja os exemplos.

Profissionais que podem ajudar
Fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo.

Bibliografia e sites:
FRANK, Robert; LIVINGSTON, Kathryn E. A vida secreta da criança com dislexia. M Books do Brasil Editora.

www.malhatlantica.pt

http://agvieiraleiria.ccems.pt
www.psicopedagogia.com.br
http://sites.google.com/site/anabastospsicopedagoga/disortografia



Charlotte Fermum Lessa -  Natural de Bremen, Alemanha, formada em Pedagogia, pós-graduada em Psicopedagogia, especialista em PEI – Programa de Enriquecimento Instrumental níveis I e II de Reuven Feuerstein. Presidente e fundadora do Instituto de Desenvolvimento Humano Kathia Lessa. Além de tradutora e intérprete, Charlotte é também escritora, com oito obras publicadas pela Casa Publicadora Brasileira, na área infantojuvenil, entre elas: Deus me Fez Assim, Deus Fez Meus Sentidos, Um Amigo pra Jesus, Deus Ama os que São Diferentes, Sou Down e Sou Feliz e O Mundo Maravilhoso da Bíblia Para Crianças.
 


3 Comentários

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ANUNCIADA PONTES/SANTA CRUZ/RN

#1

Depois que li este artigo muito me ajudou. Tenho um aluno com este problema e não sabia como trabalhar com o mesmo.obrigado.

Cora

#2

Ao ler o texto, tive vontade de chorar, isto porque ele foi feito 100% para a minha filha mais nova. Como professora que já fui, sempre insisti com a escola na qual ela está cursando que a aluna apresenta algum problema que eu não sabia bem identificar. Eu sabia que o problema existia porque sou mãe extremamente dedicada e percebia diariamente a tristeza na minha filha ao estudar. Ela chora e diz que nunca vai aprender, me pergunta o porquê dela nunca se lembrar da escrita correta e me pede desculpas quando erra pois ela sabe que já errou a mesma coisa infinitas vezes e que mesmo assim ela não consegue se lembrar. Ao escrever uma frase, ela me pergunta a todo momento se as palavras escrevem juntas ou separadas. Mesmo falando corretamente, ela troca na hora da escrita e ela mesma se pergunta a todo instante o porquê. Ufa! Vou estudar esta história de DISORTOGRAFIA para poder ajudá-la de forma consciente. Mas o simples fato de poder entender melhor o que se passa, já é excelente para mim.

ISABELLE HELENA FERNANDES DA COSTA

#3

EU GOSTEI MUITO DOTEXTO E EU ESTUDO NA ESCOLA ADVENTISTA DA LAPA

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