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Geração "Y" e o "internetês"

| Por Elton Bueno

(Imagem: Arrow/Fotolia)

Notaste o quanto temos visto a escrita de nossa Língua Portuguesa sendo “assassinada” na internet? É algo tão comum que até acostumamos.

Possivelmente, se procurar erros de escrita ou concordância gramatical neste texto que estás lendo encontrarás alguns, mas mesmo assim quero analisar a situação de nossa geração atual no que tange a comunicação e os cálculos no nosso dia a dia, sem criticar, mas ajudar!

Gerações “Y”, “Ctrl c + Ctrl v” e o “internetês” são expressões que estão na moda e nas capas de literaturas nas prateleiras de algumas livrarias. Essa geração (nascidos na década de 1980 em diante), segundo estudiosos, acostumou a receber enormes cargas de informações. Essas informações, por serem muitas, acabam na superficialidade mental, sem utilidade na maioria das vezes, o que resulta numa memória recente comprometida, ou seja, pessoas com pouca memória. Mente muito estimulada e com pouco conteúdo gravado. Isso devido ao incentivo do uso extremo de equipamentos como “Smartphones” (telefones inteligentes), “tablets” (IPad’s), “notebooks” e tecnologia de última geração.

Já o uso do “Ctrl c + Ctrl v” demonstra a dificuldade de alguns jovens em criar textos, buscar informações e pesquisar em biblioteca física (não virtual), o que os leva a copiar trabalhos acadêmicos alheios e apresentarem como sendo seus, sem ter o devido conhecimento aprofundado do assunto.

O “internetês” é o apelido da nossa nova escrita! Quem já não viu e leu as palavras: “vc, kra, pq, naum, flw, mlk” e assim por diante. É o uso abreviado em “messengers”, “twitts” e outras plataformas de comunicação da nossa Língua Portuguesa. O resultado é que algumas pessoas as usam em comunicação oficial, sem perceber o erro na escrita pelo constante uso nos meios virtuais. Em resumo: alguns não sabem escrever corretamente! Quem lê pouco, escreve errado. A esse ler pouco me refiro a livros e não a sites de internet.

No mesmo contexto, o constante uso de calculadoras e planilhas eletrônicas tem deixado o cérebro, de muitos, atrofiado, sem a mínima condição de efetuar cálculos matemáticos mentalmente. Além disso, o que dizer sobre ter uma contabilidade pessoal, registrar gastos, despesas e recebimentos de valores. Poucos fazem esse importante controle.

Baseado nas conclusões pesquisei sobre o assunto e veja o que encontrei nos livros:

“Em todos os ramos da educação há objetivos a serem adquiridos, mais importantes do que os que se conseguem por mero conhecimento técnico. Na língua, por exemplo. Mais importante do que a aquisição de línguas estrangeiras, vivas ou mortas, é a habilidade de escrever e falar a língua materna com facilidade e precisão; mas nenhuma habilitação adquirida por meio do conhecimento das regras gramaticais pode comparar-se em importância com o estudo da língua de um ponto de vista mais elevado. Em grande parte se acha ligado a esse estudo o sucesso ou insucesso na vida”. Educação – Pág. 235

Que surpreendente essa última frase! Escrever e falar corretamente estão ligados ao nosso sucesso na vida profissional.

Continua...

“Quando ainda bem jovens, devem os filhos ser ensinados a ler, a escrever e compreender algarismos, de maneira que mantenham sua própria contabilidade. Podem progredir, avançando passo a passo neste conhecimento. Mas antes de tudo o mais, devem ser ensinados que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 168 e 169.


Agora, a escritora Ellen White recomenda que, desde pequenos, devemos desenvolver a leitura, a escrita e, vejam só, entender de contabilidade e fazer a nossa escrituração pessoal. Façamos isso com nossos filhos! (para quem os tem).


Mais orientações...

“Não devemos estar satisfeitos com a educação unilateral dada em muitas escolas. As matérias usuais devem ser completamente dominadas, e o conhecimento de contabilidade ser considerado tão importante como o da gramática. Todos os que esperam empenhar-se na obra do Senhor devem aprender a escriturar suas contas. No mundo há muitos que fracassaram nos negócios e são considerados como desonestos, os quais intimamente são fiéis, mas deixaram de alcançar êxito porque não conheciam a escrituração mercantil”.


“Uma boa ortografia, uma caligrafia clara e bonita e noções de contabilidade, são conhecimentos necessários. A escrituração mercantil desapareceu de forma estranha do trabalho escolar em muitos lugares, mas deve ser considerado um estudo de primeira importância. Um preparo perfeito nessas matérias habilitará os estudantes a ocupar cargos de responsabilidade. Desejo dizer a todos os estudantes: Não fiqueis nunca satisfeitos com um padrão baixo. Ao irdes para a escola, certificai-vos de fazê-lo com um nobre e santo objetivo”. Conselhos aos pais, professores e estudantes. Pág. 219.


“Não gasteis tempo em estudar aquilo que de pouca utilidade vos será na vida posterior. Em lugar de vos esforçardes no estudo dos clássicos, aprendei primeiro a falar corretamente a língua materna. Aprendei como escriturar contas. Adquiri conhecimento dos ramos de estudo que vos ajudarão a ser úteis onde quer que vos encontreis”. Conselhos aos pais, professores e estudantes. Pág. 220.


Realmente estou convencido que falar e escrever corretamente, entender de gramática e saber fazer contas é um grande passo para o sucesso e utilidade na vida.

Diante desses fatos, entendo que podemos usar os meios tecnológicos de comunicação moderna, e-mails, cartas e demais formas de contato com as pessoas sem deixar de escrever corretamente e completamente cada palavra.
É bonito, é inteligente e educado esse modo de expressar-se.

Também saiba fazer contas! Somar, subtrair, multiplicar e dividir já está de bom tamanho. Já é o suficiente para saber planejar suas finanças e saber se o saldo está negativo ou positivo e onde dá para chegar nessa situação.

Desenvolva essas faculdades mentais e serás bem sucedido.

Elton Bueno – administrador financeiro
Referências:
WHITE, Ellen. Educação. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira.
WHITE, Ellen. Conselho aos Pais, Professores e Estudantes. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira.

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