Como usar o Portal da Educação?
| Por Maximiliana Batista Ferraz dos Santos
(Imagem: Shutterstock/Joseilton Gomes)
Tratam-se de recursos valiosos do ponto de vista educacional, pois se ajustam às atuais necessidades discentes, estão em formato web, são lúdicos, possuem animações e ilustrações adequadas e, acima de tudo, seguem os princípios de uma educação cristã baseada na Bíblia. Posso dizer isso porque já atuei como professora do ensino fundamental I e de laboratórios de informática em diferentes redes de ensino.
Como professora, desde as minhas primeiras turmas, sentia a necessidade de levar meus alunos ao laboratório de informática para explorar aqueles recursos inovadores e que me pareciam instigantes. Mas logo descobri que, além de despertar a motivação na criançada, precisava garantir a correlação daqueles recursos com os conteúdos que eu ou os colegas estávamos trabalhando em um projeto ou atividade. Caso contrário, poderíamos alocar um tempo importante sem grandes resultados para a aprendizagem. Porém, sempre me deparava com a ausência de jogos, animações ou mesmo textos que estivessem adequados à faixa etária de meus alunos e, ao mesmo tempo, fossem desafiadores e educativos.
Há 14 anos, o uso de recursos didáticos digitais era bem mais difícil! A internet não era tão acessível nas escolas como hoje. Sua velocidade era bem pequena. Lembra-se dos modems discados de 14, 32, 56 Kbps? Na época usei muitos jogos off-line em CD-ROMs ou disquetes. Cheguei também a levar alguns textos da Internet para as minhas turmas, pois era novidade. Lembranças à parte, que nos fazem pensar sobre as possibilidades atuais, gostaria de destacar uma experiência pessoal que marcou muito minha história como educadora.
Há cerca de seis anos, comecei a trabalhar na rede de educação adventista, onde encontrei novos objetivos educacionais como resultado dos meus novos conhecimentos sobre a Bíblia. Eu atuava como professora do laboratório de informática em uma escola de Florianópolis quando me deparei com a necessidade de usar um novo critério para a seleção de objetos educacionais. Passei a me preocupar muitíssimo com a linguagem, a temática, as ilustrações, enfim, com as características dos jogos, textos, animações, etc. que estivessem vinculados a conceitos filosóficos não alinhados com a Palavra de Deus.
Logo constatei que minhas opções diminuíram consideravelmente, pois vários sites e programas em CD-ROMs aparentemente inocentes, adaptados à faixa etária de meus alunos, passaram a não ser as melhores opções para eles.
Neste ínterim, algo novo começou a despontar na internet: o conceito de Web 2.0 em substituição à Web 1.0. De forma resumida, tratava-se de uma nova perspectiva de uso da internet. Passava-se de um modelo no qual os sites eram estáticos (sem atualizações frequentes das páginas) e não interativos (os usuários não podiam postar suas contribuições, poucas pessoas tinham acesso a essa função) para um padrão no qual os usuários eram produtores de informação, e não mais meros consumidores.
Quando o conceito de Web 2.0 começou a se difundir, entendi que meus alunos poderiam fazer mais do meramente usar os recursos prontos encontrados na net. Compreendi que eles poderiam produzir novas informações partindo do que tínhamos, mas avançando e aprendendo muito mais. Valendo-se de softwares conhecidos, como Paint, Word, PowerPoint, Excel, entre tantos outros, eles passaram a produzir histórias em quadrinhos, releituras de obras, cartazes, tabelas de preços, listas de controle, livros, panfletos, jornaizinhos, notícias, vídeos, áudios, CD-ROMs de jogos, e a lista continua.
Além de produzir conhecimentos novos, eles poderiam também publicar suas produções. Assim, mais do que gravar as atividades dos alunos em CD-ROMs e distribuir para os pais, com a Web 2.0 passei a disponibilizar as atividades em sites da internet e ter muito mais alcance. Comecei explorando os blogs. O Blog dos Professores , por exemplo, foi uma ferramenta criada justamente para isso - para tornar você, professor, e seus alunos autores na internet.
Na sequência, com o melhoramento das ferramentas de web, passamos a ter a possibilidade de postar apresentações de PowerPoint, vídeos, áudios, etc. em blogs, aproveitando o recurso de tag embed. Veja este artigo do Blog do Portal e entenda o que é tag embed.
A Web 2.0 me possibilitou aplicar o princípio construtivista em minhas aulas, segundo o qual os alunos devem ser sujeitos ativos de seus processos de aprendizagem, e oferecer aos meus alunos objetos de aprendizagem alinhados com nossa filosofia bíblica de ensino.
Meu objetivo principal com este artigo é mostrar a você, querido educador, que podemos ter muito mais recursos didáticos de web se trabalharmos a partir dos recursos valiosos do Portal da Educação Adventista. A seguir, deixo um roteiro simples de atividades, que poderá ser desenvolvido em duas ou três aulas. Com certeza, essas atividades estimularão diferentes habilidades e competências em seus alunos.
Perceba que parti de um único jogo do canal Ensino Fundamental 1 e concluí retornando ao portal por meio do Blog dos Professores. Com essa proposta simples, é possível ter recursos didáticos para muitas aulas significativas no laboratório de informática ou com laptops educacionais, pois se tratam de atividades que valorizam o conhecimento de nossos alunos, apresentam recursos que os atraem e, principalmente, levam-nos a aprender mais.
(Imagem: )
Ainda não tem seu blog no portal? Leia este artigo e crie hoje mesmo o seu. Caso já tenha, aproveite-o mais em suas aulas. Explore o potencial interativo, colaborativo e social da Web 2.0. Afinal, seus alunos já estão superfamiliarizados com isso.
Para saber mais
BLOG DO PORTAL. Coordenado pelo Portal da Educação Adventista. Disponível em: <http://www.educacaoadventista.org.br/blog/blogdoportal >. Acesso em: 24 maio 2011.
MAIS um recurso para os blogs dos professores. Portal da Educação Adventista. 19 fev. 2009. Disponível em: <http://www.educacaoadventista.org.br/blog/blogdoportal/index.php?op=post&busca=tag%20embed >. Acesso em: 24 maio 2011.
OBJETO de aprendizagem. Wikipédia. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Objeto_de_aprendizagem >. Acesso em: 24 maio 2011.
STRICKLAND, Jonathan. Is there a Web 1.0? Disponível em: <http://computer.howstuffworks.com/web-101.htm >. Acesso em: 24 maio 2011.
WEB 1.0. Wikipédia. Disponível em: <http://es.wikipedia.org/wiki/Web_1.0 >. Acesso em: 24 maio 2011.
WEB 2.0. Wikipédia. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0 >. Acesso em: 24 maio 2011.
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