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Detalhes que incomodam

Recebi, por conta de um dos meus artigos, um e-mail interessante. Entre muitas colocações, uma me chamou a atenção. Fazia menção a evolução humana e ao “consenso que a comunidade científica tinha sobre o fato”.

Bom, só dessa frase, tenho duas colocações que acredito relevantes e que tomam o espaço do artigo desse mês.

A primeira é que o consenso científico não é uma coisa tão consenso como desejaríamos. Há muitos cientistas e cada um com uma forma de pensar. Ganha aquele que tiver ao seu alcance estrutura capaz de divulgar em grande escala uma ideia e fazer com que os leigos acabem tomando esse partido.

Se sou evolucionista, todas as minhas conclusões me levam a imaginar milhões de anos, modificações na espécie e por vai, mesmo que tenha que forçar a barra. Se sou criacionista, bom, aí nem deixam você falar.

Ilustro isso e já apresento minha segunda colocação: Muitos são os achados arqueológicos que nos fazem repensar nossa forma de entender como a natureza pôde desenvolver a miríade de formas presentes ao nosso redor. Muitos são os cientistas que creem, ter achado nosso antepassado mais remoto. Ele ou ela, seria Lucy (Australopithecus afarensis), um meio humano, meio macaco que caminhou ereto sobre a Terra há 3,2 milhões de anos.

Para que você tenha uma ideia de como isso soa absurdo, todas essas conclusões foram feitas com base num esqueleto que mal se pode dizer se é bicho ou gente. E pior, alguns “paleoinventores”, acabam por dar forma a esse esqueleto, ou seja, reconstruindo o que seria esse ser.

Mas com que base se pode reconstruir um ser assim? Como saber ao certo como ele era? Para os evolucionistas isso é simples, pois tem de ser assim para dar certo.

O que temos então, é uma imagem que só existe na cabeça de pessoas que não conseguem pensar de outra forma. E o que é pior, não deixam mais ninguém pensar de outra forma.

Mas não é que a natureza, obra de um Criador, teima em mostrar certos detalhes que, ops! Incomodam. A agência UOL de notícias em 2011 informou assim: “Um osso fossilizado do arco do pé, encontrado na Etiópia, revela que os ancestrais humanos andavam eretos 3,2 milhões de anos atrás e não eram mais escaladores de árvores…”

Lá se vai o consenso. Lá se vai a teoria, ruindo sobre seus próprios valores. Não eram escaladores de árvores (como os macacos), mas tinham o pé parecido com o nosso. Será que é por que eles não eram símios e sim seres humanos? Será que foi por que Deus assim criou a humanidade?

Pois é, um osso e tudo desabou. A ideia de que esses seres eram meio humanos e meio macacos começa a ruir, pois eles já começam a se parecer mais conosco do que eles previam. Isso por que hoje possuímos tecnologia muito sofisticada que vai, pouco a pouco, mostrando detalhes que antes não havia. Será que daqui a 20 anos, ainda usaremos esses ossos para falar essas coisas?

A cada dia o mito evolucionista é desconstruído por análises de grande tecnologia. Então, o que não permite ver Deus na natureza é a tecnologia de hoje?

Como cada um reage a esses achados e, principalmente, suas sutilezas, é a pergunta que fica no ar. E essa, leitor(a), é a pergunta que deixo a você.

Será que tem como calar as evidências que apontam Deus na natureza?

Você já leu sua Bíblia hoje?

Até a próxima.

 

 

Imagem: Nicolasprimola / Fotolia
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Márcio Fraiberg Machado

Autor de Biologia do Sistema Inter@tivo de Ensino. Graduado em História pela UFSC – Florianópolis – SC. Graduado em Ciências Biológicas pela Unoeste – Presidente Prudente – SP. Especialista em Biotecnologia pela Ufla – Lavras – MG. Mestre em Educação em Ciências e Matemática pela PUC – Porto Alegre – RS. Doutor em Educação pela PUC – Porto Alegre – RS.

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