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Como escolher a profissão

É comum encontrar profissionais que atuam numa área completamente diferente da que se formaram. Isso pode acontecer por opção ou por necessidade. Boa parte das frustrações no trabalho não acontece por razões religiosas, mas sim pela escolha equivocada da carreira.

Não há nada de errado em trocar de atividade profissional ao longo da vida. Aliás, especialistas em mercado de trabalho garantem que, em média, até se aposentar, algumas pessoas chegam a passar por até cinco carreiras. Se alguém está infeliz no serviço, o ideal é que faça um planejamento urgente para aumentar a satisfação, seja por meio de atitudes inovadoras dentro da empresa, seja pela mudança no ramo de atuação.

O problema é que todo novo começo gera uma série de transtornos, tais como tempo, dinheiro, resistência da família, medo de dar errado… Por isso, é fundamental que o jovem inicie sua carreira com a menor probabilidade de erro, para evitar um recomeço. Não é uma tarefa fácil, já que a maioria tem que tomar essa decisão na época do vestibular, o que geralmente acontece na adolescência, período de pouca maturidade para um passo tão importante.

Antes de escolher a profissão, a primeira coisa a fazer é uma autoavaliação. Então, vamos lá: coloque no papel tudo aquilo que gosta e o que não gosta. Se você tem aversão a cálculos, nem pense em se tornar um engenheiro ou outra profissão ligada às Ciências Exatas. Provavelmente, você gosta de Português, História, de ler e escrever, e tende para um curso na área de Humanas.

Após essa avaliação, faça uma pesquisa sobre a área de interesse. Converse com profissionais do meio, leia revistas, livros e textos referentes à carreira em que deseja atuar. Observe qual será o grau de dificuldade em relação à sua conduta cristã, em especial, à guarda do sábado. Deus espera contar com Seus servos em todas as profissões, mas algumas delas deveriam ser evitadas, como, por exemplo, as que usam armas.

Na sequência, o aspecto financeiro também deve ser levado em consideração, mas não pode ser o principal. Mais vale ser um professor de Educação Física feliz e realizado profissionalmente do que um médico frustrado. Em contrapartida, se você quiser progredir na carreira, vai ser necessário investir em cursos, participar de congressos, e tudo isso envolve dinheiro. Portanto, não abra mão de um trabalho rentável.

Lembre-se de que a decisão final é sua e deve ser respeitada, mas não negligencie a opinião da família. Converse bastante com seus pais. Caso eles tenham algum tipo de negócio, considere: tudo pode ser mais fácil para você.

Acima de tudo, inclua Deus em cada fase do processo de escolha. Ore, busque conselhos na Bíblia, tente ouvir a voz do Espírito Santo. Afinal, quando a faculdade for cansativa, o emprego exaustivo e o salário pouco, é o Senhor, e não o patrão, que te dará forças para continuar na jornada rumo ao sucesso.

 

 

Autoria: Cristiano Stefenoni – Jornalista, consultor de carreiras e autor do livro Profissional de Sucesso (Casa).
Fonte: Revista Conexão 2.0 – 2º trimestre/2007.
Imagem: VIGE.co / Fotolia
Revista Conexão 2.0
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